segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O encontro

O rapaz estava triste. 

Sua mãe morrera, seu pai era bastante idoso e seu meio irmão o odiava. 

Sozinho, triste, solitário, andando a esmo pelo campo, Isaque passava seus dias. 

Seu pai, não aguentando ver o sofrimento do filho, chamou seu servo de maior confiança e enviou-lhe a procurar esposa para o filho. 

Deu-lhe instruções rígidas sobre como deveria ser a moça e o despediu. 

O filho ficou em casa, aguardando a volta do servo com sua noiva.

Os dias passavam, as horas se arrastavam e o servo não voltava. 

A ansiedade corroía as entranhas de Isaque. Saia a caminhar no campo diariamente para acalmar-se. 

Contemplava o infinito, os pássaros voavam em círculo buscando alimento e ele mantinha os olhos esperançosos na linha do horizonte.

Certo dia esta linha foi quebrada por uma sombra. 

Era uma grande caravana de camelos que se aproximava lentamente. 

Seria sua noiva que vinha ao seu encontro? 

Ele apressou o passo em direção à comitiva. 

Viu quando alguém desceu do camelo e passou a andar em passos lentos. 

Embora Isaque não soubesse ainda, mas Rebeca fazia a viagem com o coração acelerado. 

Estava ansiosa para conhecer o noivo. Ouvira notícias maravilhosas sobre ele e a família. 

Imagina como seria seu escolhido e desde então não deixara de sonhar com ele sequer uma noite. 

Ao avistar ao longe o vulto de um homem, perguntou a Eliezer, o servo que fora lhe buscar:

- Quem é aquele que vem lá?

- É meu senhor Isaque, o seu noivo.

Rebeca pulou do camelo na mesma intensidade em que seu coração saltava no peito. 

Cobriu o rosto com o véu e ficou admirando o belo jovem que se aproximava cada vez mais. 

Ele sorria. E que sorriso!

- Meu senhor!

Cumprimentou reverente o servo aproximando-se de Isaque.

– Aqui trago sua noiva, exatamente como instruiu o senhor seu pai.

Isaque caminha de encontro à noiva, sem tirar os olhos dos dela. 

Ela mantinha o rosto coberto pelo véu, como manda a tradição. 

Ele sorri e vê nos olhos da moça a resposta que desejava. 

Juntos retornam até o acampamento. Isaque a conduz para a barraca que pertencera a sua mãe e ali a ama com a intensidade que só os jovens possuem.


(baseado em Gênesis 24) 


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Desafio de Amar

O Desafio de Amar é um desafio para maridos e esposas que desejam entender e praticar o amor incondicional. Independente de como esteja seu casamento: ameaçado ou saudável, O Desafio de Amar é uma estrada que precisa ser seguida. É hora de conhecer um casamento cheio de vida e da verdadeira intimidade!
Quem assistiu o filme Prova de Fogo (dos mesmos produtores de Desafiando os Gigantes) saberá que ele foi usado na trama. O livro não é a trama do filme em si, é apenas um dos recursos usados por um dos personagens do filme – que agora poderá também ser um recurso para você usar em sua vida ou no ministério de casais de sua igreja.
Conforme proposto no filme, o livro O Desafio de Amar é feito em forma de um diário. Durante 40 dias você encontra um devocional e um desafio específico para aquele dia. Todas as leituras incluem as Escrituras, um “desafio” do dia e um espaço para anotação e verificação do progresso. Desafie-se a aceitar o desafio de amar e veja o seu casamento ser transformado para sempre.
O amor incondicional é apaixonante declarado nas cerimônias de casamento, mas raramente posto em prática na vida real. Como resultado, algumas expectativas românticas são sempre substituídas por decepções em casa. Contudo, essa situação não pode permanecer desta forma.
Ouse Amar!
http://livroslivram.com.br/o-desafio-de-amar/

terça-feira, 21 de maio de 2013

Silêncio Ensurdecedor


No silêncio das palavras não ditas ouço mágoas vigorosas;

ressentimentos uivam nervosos;


amarguras displicentes escancaram os dentes em minha direção.

ah! o vácuo das vazias palavras!

Ferem como 1000 palavras mal ditas...

quisera saber quebrar o silêncio dolorido com a doçura
das palavras provenientes do amor...

silêncio ... és espada de dois gumes ...

amo-te e odeio-te com a mesma intensidade!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Lembranças de um acorde

A velha canção alcança meus ouvidos ... 

melodiosa, alegre, dançante ... 

os acordes despertam lembranças doces, sorrisos, calafrios ... 

voz, violão, dedilhado, beijos, mais sorrisos e abraços....

Uma canção, uma cena, uma lembrança ...

Assim redescubro a função da música no mundo: 

nos fazer felizes de novo e de novo ...

domingo, 6 de janeiro de 2013

O ânimo nosso de cada dia

Por tantas vezes viver parece bem difícil. 

Há manhãs em que tudo que queremos é ficar na cama, no mundo dos sonhos, para não encarar a realidade do mundo em que vivemos. 

Vejo tantas atrocidades, tanta injustiça, tanto desamor, tantas catástrofes, tantas pessoas que deveriam fazer o bem e que acabam por revelar-se vilões da história.

Passo bastante tempo imaginando o que pode e deve ser feito para o mundo ser um lugar um pouco melhor. 

Gasto tantas energias nisso, em pesquisas, em estudos, em elucubrações e chego à conclusão de que nada posso fazer. 

Que por mais que eu me esforce, serei sempre uma pequena partícula de uma das incontáveis gotas do oceano.

Sinto-me fraca e deprimida. Frustrada e sem energia. Chego à igreja arrastando-me, em um estado mental deprimente. 

Ajoelho-me não pelo costume, mas pela condição da alma. 

Peço entre lágrimas que o Criador e Doador da vida me reanime, pois não há nada externo que eu conheça que possa fazê-lo.

E então começa a tocar a velha canção:

 “Já refulge a glória eterna,

De Jesus, o Rei dos reis;
Breve os reinos deste mundo,
Seguirão as Suas leis;
Os sinais da sua vinda,
Mais se mostram cada vez;
Vencendo vem Jesus!

 Glória, glória, aleluia,

Glória, glória, aleluia,
Glória, glória, aleluia,
Vencendo vem Jesus!

 O clarim que chama os crentes,

à batalha já soou;
Cristo à frente do seu povo,
Multidões já conquistou;
O inimigo em retirada,
Seu furor patenteou;

Vencendo vem Jesus.

 E por fim entronizado,

As nações há de julgar;
Todos grandes e pequenos,
O juiz hão de encarar;
E os remidos triunfantes,
Em fulgor hão de cantar:
Vencido tem Jesus!”

 

Os fiéis cantam com fervor, a música explode em acordes sublimes, a congregação parece-me extasiada por relembrar a promessa. 

Sim, eu fiquei emocionada. 

O meu Senhor Amado fez-me lembrar que não vivo neste mundo como um fim em si só. 

Minha vida tem um propósito maior e as dores e lutas que travo aqui são temporárias. 

Ele tem uma promessa. 

Essa promessa me traz esperança. Não viverei para sempre neste mundo corrupto, pois Ele, por misericórdia e amor, prepara-me um lugar diferente, um Reino de paz, amor e justiça. 

Um Reino que Ele coloca à disposição daqueles que querem um mundo melhor, daqueles que acreditam que podem viver em um lugar de justiça, retidão, equilíbrio, onde as pessoas saberão, finalmente, amar sem reservas e incondicionalidade.

Os céticos dirão que este é o papel da religião: dar esperança ao fraco, iludir os oprimidos. 

Os ateus rirão de minha esperança e fé e acharão que não sou inteligente o bastante por ser cristã e acreditar na Bíblia. 

Mas a mim não importa o que pensam os outros em relação à fé que professo. 

Importa mesmo é que eu tenho um Deus que se importa comigo, e importa-se o suficiente para me dar esperança de um futuro melhor.

Jesus em breve voltará, todo olho O verá e toda a língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, Rei dos reis. 

Ele me levará ao Seu Reino de Justiça e Amor. 

Quem puder Nele crer, também poderá ir. Simples assim!


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Poesia Materializada

A poesia materializou-se no deslize tranquilo e suave do patinho descendo a lagoa;

na vitória régia que floresceu exuberante,

no pássaro multicolorido que voou tranquilo com o ramo no bico;

na profusão de flores coloridas,
com texturas, tamanhos e suavidades diferentes;

na diversidade da natureza, tão frágil e poderosa.

A contemplação desta manhã festiva mostrou-me
o mais belo poema que jamais alguém escreverá,
pois ele foi desenhado pelo Criador.

Lurdes é seu nome

Meu coração está em mil pedaços agora...acabo de dar um prato de comida a uma senhora de 74 anos, diabética, com incontinência urinária. 

Ela precisa usar fraldas o tempo todo.

- É como se uma torneirinha estivesse aberta e sempre pingando, não é porque eu quero.

Ela choromingou.

- As pessoas me chamam de velha fedida. Mas eu não posso operar por causa da diabetes.

Além disso, ela tem catarata e está quase cega, não tem um dente único dente, anda com ajuda de bengala, com roupas imundas e rasgadas. 

Não tem casa, mora de favor com uma "amiga" que bate no marido. 

Tem apenas uma filha que mora no MT e ficou viúva com um monte de filhos para cuidar. 

A filha não tem como vir para cuidar dela e nem ela tem como ir ficar com a filha. 


Que vida miserável!!!!


Quando ela terminou de comer, devolveu-me o prato e disse:


- Que Deus nosso Senhor te abençoe, a você e a sua prole, que Ele transborde os teus celeiros e te dê paz.


Será mesmo que eu a abençoei tanto quanto ela me abençoou?

Lurdes é seu nome, a senhora diabética que me abençoou hoje.....