terça-feira, 21 de maio de 2013

Silêncio Ensurdecedor


No silêncio das palavras não ditas ouço mágoas vigorosas;

ressentimentos uivam nervosos;


amarguras displicentes escancaram os dentes em minha direção.

ah! o vácuo das vazias palavras!

Ferem como 1000 palavras mal ditas...

quisera saber quebrar o silêncio dolorido com a doçura
das palavras provenientes do amor...

silêncio ... és espada de dois gumes ...

amo-te e odeio-te com a mesma intensidade!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Lembranças de um acorde

A velha canção alcança meus ouvidos ... 

melodiosa, alegre, dançante ... 

os acordes despertam lembranças doces, sorrisos, calafrios ... 

voz, violão, dedilhado, beijos, mais sorrisos e abraços....

Uma canção, uma cena, uma lembrança ...

Assim redescubro a função da música no mundo: 

nos fazer felizes de novo e de novo ...

domingo, 6 de janeiro de 2013

O ânimo nosso de cada dia

Por tantas vezes viver parece bem difícil. 

Há manhãs em que tudo que queremos é ficar na cama, no mundo dos sonhos, para não encarar a realidade do mundo em que vivemos. 

Vejo tantas atrocidades, tanta injustiça, tanto desamor, tantas catástrofes, tantas pessoas que deveriam fazer o bem e que acabam por revelar-se vilões da história.

Passo bastante tempo imaginando o que pode e deve ser feito para o mundo ser um lugar um pouco melhor. 

Gasto tantas energias nisso, em pesquisas, em estudos, em elucubrações e chego à conclusão de que nada posso fazer. 

Que por mais que eu me esforce, serei sempre uma pequena partícula de uma das incontáveis gotas do oceano.

Sinto-me fraca e deprimida. Frustrada e sem energia. Chego à igreja arrastando-me, em um estado mental deprimente. 

Ajoelho-me não pelo costume, mas pela condição da alma. 

Peço entre lágrimas que o Criador e Doador da vida me reanime, pois não há nada externo que eu conheça que possa fazê-lo.

E então começa a tocar a velha canção:

 “Já refulge a glória eterna,

De Jesus, o Rei dos reis;
Breve os reinos deste mundo,
Seguirão as Suas leis;
Os sinais da sua vinda,
Mais se mostram cada vez;
Vencendo vem Jesus!

 Glória, glória, aleluia,

Glória, glória, aleluia,
Glória, glória, aleluia,
Vencendo vem Jesus!

 O clarim que chama os crentes,

à batalha já soou;
Cristo à frente do seu povo,
Multidões já conquistou;
O inimigo em retirada,
Seu furor patenteou;

Vencendo vem Jesus.

 E por fim entronizado,

As nações há de julgar;
Todos grandes e pequenos,
O juiz hão de encarar;
E os remidos triunfantes,
Em fulgor hão de cantar:
Vencido tem Jesus!”

 

Os fiéis cantam com fervor, a música explode em acordes sublimes, a congregação parece-me extasiada por relembrar a promessa. 

Sim, eu fiquei emocionada. 

O meu Senhor Amado fez-me lembrar que não vivo neste mundo como um fim em si só. 

Minha vida tem um propósito maior e as dores e lutas que travo aqui são temporárias. 

Ele tem uma promessa. 

Essa promessa me traz esperança. Não viverei para sempre neste mundo corrupto, pois Ele, por misericórdia e amor, prepara-me um lugar diferente, um Reino de paz, amor e justiça. 

Um Reino que Ele coloca à disposição daqueles que querem um mundo melhor, daqueles que acreditam que podem viver em um lugar de justiça, retidão, equilíbrio, onde as pessoas saberão, finalmente, amar sem reservas e incondicionalidade.

Os céticos dirão que este é o papel da religião: dar esperança ao fraco, iludir os oprimidos. 

Os ateus rirão de minha esperança e fé e acharão que não sou inteligente o bastante por ser cristã e acreditar na Bíblia. 

Mas a mim não importa o que pensam os outros em relação à fé que professo. 

Importa mesmo é que eu tenho um Deus que se importa comigo, e importa-se o suficiente para me dar esperança de um futuro melhor.

Jesus em breve voltará, todo olho O verá e toda a língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, Rei dos reis. 

Ele me levará ao Seu Reino de Justiça e Amor. 

Quem puder Nele crer, também poderá ir. Simples assim!


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Poesia Materializada

A poesia materializou-se no deslize tranquilo e suave do patinho descendo a lagoa;

na vitória régia que floresceu exuberante,

no pássaro multicolorido que voou tranquilo com o ramo no bico;

na profusão de flores coloridas,
com texturas, tamanhos e suavidades diferentes;

na diversidade da natureza, tão frágil e poderosa.

A contemplação desta manhã festiva mostrou-me
o mais belo poema que jamais alguém escreverá,
pois ele foi desenhado pelo Criador.

Lurdes é seu nome

Meu coração está em mil pedaços agora...acabo de dar um prato de comida a uma senhora de 74 anos, diabética, com incontinência urinária. 

Ela precisa usar fraldas o tempo todo.

- É como se uma torneirinha estivesse aberta e sempre pingando, não é porque eu quero.

Ela choromingou.

- As pessoas me chamam de velha fedida. Mas eu não posso operar por causa da diabetes.

Além disso, ela tem catarata e está quase cega, não tem um dente único dente, anda com ajuda de bengala, com roupas imundas e rasgadas. 

Não tem casa, mora de favor com uma "amiga" que bate no marido. 

Tem apenas uma filha que mora no MT e ficou viúva com um monte de filhos para cuidar. 

A filha não tem como vir para cuidar dela e nem ela tem como ir ficar com a filha. 


Que vida miserável!!!!


Quando ela terminou de comer, devolveu-me o prato e disse:


- Que Deus nosso Senhor te abençoe, a você e a sua prole, que Ele transborde os teus celeiros e te dê paz.


Será mesmo que eu a abençoei tanto quanto ela me abençoou?

Lurdes é seu nome, a senhora diabética que me abençoou hoje.....


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Méritos do Amor


Entendo que a frase “você merece ser amado (a)” é uma das mais equivocadas que conheço. 

O amor não deveria ser entregue ao outro por merecimento. 

Quando damos aos outros aquilo que eles merecem, estamos apenas retribuindo, sendo gratos e usando de justiça. 

O amor deveria alcançar a todos, independentemente de méritos. 

Aqueles que menos merecem o amor são os que mais precisam dele. 

Nenhum de nós merece ser amado. Somos todos egoístas, orgulhosos, mal agradecidos. 

Se olharmos com profundidade e sinceridade para nós mesmos, iremos perceber que não somos dignos de ser amados. 

Mesmo assim, alguém nos ama. 

Por mérito?

Não, por pura compaixão, por ser o amor verdadeiro, aquele que não exige e não cobra perfeição.

Vivemos tentando ser bonzinhos, tentamos agradar aos outros para que nos sintamos amados. 

Fazemos isso porque temos enraizado dentro de nós o conceito equivocado de que precisamos merecer o amor. 

Se todos conseguíssemos entender que amar é nosso dever, independente do que recebemos em troca, certamente teríamos uma sociedade mais justa, mais igualitária, menos egoísta e individualista.

Ainda temos muito que aprender sobre o amor....

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Infinita Graça


Quando deixamos de ler a Bíblia, de orar e buscar a Deus, nossa alma seca. 

Ela sente falta do carinho do Pai e reclama sua presença. 

Se não lhe damos ouvidos e permanecemos distantes, ela começa a acostumar-se com a separação e os valores que antes a guiavam deixam de ter sentido.

O ato pecaminoso se torna corriqueiro, começamos a contemporizar aquilo que abominávamos e o pecado deixa de machucar nossa alma.

Mas quando a sede da alma se torna insuportável, sabemos perfeitamente a quem temos de buscar. 

Ao voltarmos à comunhão com o Pai, o pecado volta a nos ferir e nosso maior desejo, novamente, é agradar o Pai. Então deixamos de lado o pecado com o único objetivo de glorificar a Deus.

A motivação para buscar a Deus não deve ser a busca de bênçãos, mas o perdão dos pecados; não deve ser a aquisição de bens, mas a doação do melhor de si a um Deus perfeito, que não tolera o pecado, mas ama o pecador acima de tudo. 

Fomos criados para servir a Deus e não para sermos servidos por Ele. O propósito principal do cristão renascido e que é habitado pelo Espírito Santo é abençoar os outros e não ser abençoado, é perdoar o próximo e amá-lo como a si mesmo.

Sabemos que cometemos pecado contra o Pai quando sentimos aquela dor profunda, aquele arrependimento que nos faz sentir envergonhados e indignos do amor do Pai. 

Então, ao confessarmos nosso pecado, somos perdoados e a gratidão transborda dentro de nós. Receber o perdão e a aceitação do Pai é o combustível para a gratidão do coração de um cristão que é habitado pelo Espírito Santo.

Ao reconhecer um pecado pessoal dias desses, lembrei-me imediatamente de um hino antigo, que meu pai gostava de ouvir, cantado por Feliciano Amaral. 

Meu pai pedia-me para cantá-lo na igreja  quando ele ia pregar sobre arrependimento (coitados daqueles que me ouviam!).

Depois de muitos anos, voltei a cantar o hino em forma de oração e confissão do pecado. 

É uma letra profunda, cheia de significado, bem diferente do que cantamos atualmente nas igrejas.

TUA INFINITA GRAÇA – Gerson Cardozo

Conforme a Tua infinita Graça
Ó Pai perdoa a minha transgressão
Faz-me sentir mais uma vez a Graça
E dá-me a Tua paz no coração
Mais uma vez eu sinto o meu pecado
Que é contra Ti ó Pai, ó Pai de amor
Minh'alma pede a Tua alegria
Renova em mim o Teu amor, ó Meu Senhor
Meu coração a Ti eu ofereço
Perdão imploro, Meu Senhor e Rei
Faz-me sentir mais uma vez a Graça
Misericórdia assim alcançarei
E eis que em iniquidade fui formado
E em pecado me concebeu a minha mãe
Mas o Senhor me deixou consumado
Me deu a paz, me concedeu perdão.