segunda-feira, 18 de março de 2013

Lembranças de um acorde

A velha canção alcança meus ouvidos ... 

melodiosa, alegre, dançante ... 

os acordes despertam lembranças doces, sorrisos, calafrios ... 

voz, violão, dedilhado, beijos, mais sorrisos e abraços....

Uma canção, uma cena, uma lembrança ...

Assim redescubro a função da música no mundo: 

nos fazer felizes de novo e de novo ...

domingo, 6 de janeiro de 2013

O ânimo nosso de cada dia

Por tantas vezes viver parece bem difícil. 

Há manhãs em que tudo que queremos é ficar na cama, no mundo dos sonhos, para não encarar a realidade do mundo em que vivemos. 

Vejo tantas atrocidades, tanta injustiça, tanto desamor, tantas catástrofes, tantas pessoas que deveriam fazer o bem e que acabam por revelar-se vilões da história.

Passo bastante tempo imaginando o que pode e deve ser feito para o mundo ser um lugar um pouco melhor. 

Gasto tantas energias nisso, em pesquisas, em estudos, em elucubrações e chego à conclusão de que nada posso fazer. 

Que por mais que eu me esforce, serei sempre uma pequena partícula de uma das incontáveis gotas do oceano.

Sinto-me fraca e deprimida. Frustrada e sem energia. Chego à igreja arrastando-me, em um estado mental deprimente. 

Ajoelho-me não pelo costume, mas pela condição da alma. 

Peço entre lágrimas que o Criador e Doador da vida me reanime, pois não há nada externo que eu conheça que possa fazê-lo.

E então começa a tocar a velha canção:

 “Já refulge a glória eterna,

De Jesus, o Rei dos reis;
Breve os reinos deste mundo,
Seguirão as Suas leis;
Os sinais da sua vinda,
Mais se mostram cada vez;
Vencendo vem Jesus!

 Glória, glória, aleluia,

Glória, glória, aleluia,
Glória, glória, aleluia,
Vencendo vem Jesus!

 O clarim que chama os crentes,

à batalha já soou;
Cristo à frente do seu povo,
Multidões já conquistou;
O inimigo em retirada,
Seu furor patenteou;

Vencendo vem Jesus.

 E por fim entronizado,

As nações há de julgar;
Todos grandes e pequenos,
O juiz hão de encarar;
E os remidos triunfantes,
Em fulgor hão de cantar:
Vencido tem Jesus!”

 

Os fiéis cantam com fervor, a música explode em acordes sublimes, a congregação parece-me extasiada por relembrar a promessa. 

Sim, eu fiquei emocionada. 

O meu Senhor Amado fez-me lembrar que não vivo neste mundo como um fim em si só. 

Minha vida tem um propósito maior e as dores e lutas que travo aqui são temporárias. 

Ele tem uma promessa. 

Essa promessa me traz esperança. Não viverei para sempre neste mundo corrupto, pois Ele, por misericórdia e amor, prepara-me um lugar diferente, um Reino de paz, amor e justiça. 

Um Reino que Ele coloca à disposição daqueles que querem um mundo melhor, daqueles que acreditam que podem viver em um lugar de justiça, retidão, equilíbrio, onde as pessoas saberão, finalmente, amar sem reservas e incondicionalidade.

Os céticos dirão que este é o papel da religião: dar esperança ao fraco, iludir os oprimidos. 

Os ateus rirão de minha esperança e fé e acharão que não sou inteligente o bastante por ser cristã e acreditar na Bíblia. 

Mas a mim não importa o que pensam os outros em relação à fé que professo. 

Importa mesmo é que eu tenho um Deus que se importa comigo, e importa-se o suficiente para me dar esperança de um futuro melhor.

Jesus em breve voltará, todo olho O verá e toda a língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, Rei dos reis. 

Ele me levará ao Seu Reino de Justiça e Amor. 

Quem puder Nele crer, também poderá ir. Simples assim!


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Poesia Materializada

A poesia materializou-se no deslize tranquilo e suave do patinho descendo a lagoa;

na vitória régia que floresceu exuberante,

no pássaro multicolorido que voou tranquilo com o ramo no bico;

na profusão de flores coloridas,
com texturas, tamanhos e suavidades diferentes;

na diversidade da natureza, tão frágil e poderosa.

A contemplação desta manhã festiva mostrou-me
o mais belo poema que jamais alguém escreverá,
pois ele foi desenhado pelo Criador.

Lurdes é seu nome

Meu coração está em mil pedaços agora...acabo de dar um prato de comida a uma senhora de 74 anos, diabética, com incontinência urinária. 

Ela precisa usar fraldas o tempo todo.

- É como se uma torneirinha estivesse aberta e sempre pingando, não é porque eu quero.

Ela choromingou.

- As pessoas me chamam de velha fedida. Mas eu não posso operar por causa da diabetes.

Além disso, ela tem catarata e está quase cega, não tem um dente único dente, anda com ajuda de bengala, com roupas imundas e rasgadas. 

Não tem casa, mora de favor com uma "amiga" que bate no marido. 

Tem apenas uma filha que mora no MT e ficou viúva com um monte de filhos para cuidar. 

A filha não tem como vir para cuidar dela e nem ela tem como ir ficar com a filha. 


Que vida miserável!!!!


Quando ela terminou de comer, devolveu-me o prato e disse:


- Que Deus nosso Senhor te abençoe, a você e a sua prole, que Ele transborde os teus celeiros e te dê paz.


Será mesmo que eu a abençoei tanto quanto ela me abençoou?

Lurdes é seu nome, a senhora diabética que me abençoou hoje.....


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Méritos do Amor


Entendo que a frase “você merece ser amado (a)” é uma das mais equivocadas que conheço. 

O amor não deveria ser entregue ao outro por merecimento. 

Quando damos aos outros aquilo que eles merecem, estamos apenas retribuindo, sendo gratos e usando de justiça. 

O amor deveria alcançar a todos, independentemente de méritos. 

Aqueles que menos merecem o amor são os que mais precisam dele. 

Nenhum de nós merece ser amado. Somos todos egoístas, orgulhosos, mal agradecidos. 

Se olharmos com profundidade e sinceridade para nós mesmos, iremos perceber que não somos dignos de ser amados. 

Mesmo assim, alguém nos ama. 

Por mérito?

Não, por pura compaixão, por ser o amor verdadeiro, aquele que não exige e não cobra perfeição.

Vivemos tentando ser bonzinhos, tentamos agradar aos outros para que nos sintamos amados. 

Fazemos isso porque temos enraizado dentro de nós o conceito equivocado de que precisamos merecer o amor. 

Se todos conseguíssemos entender que amar é nosso dever, independente do que recebemos em troca, certamente teríamos uma sociedade mais justa, mais igualitária, menos egoísta e individualista.

Ainda temos muito que aprender sobre o amor....

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Infinita Graça


Quando deixamos de ler a Bíblia, de orar e buscar a Deus, nossa alma seca. 

Ela sente falta do carinho do Pai e reclama sua presença. 

Se não lhe damos ouvidos e permanecemos distantes, ela começa a acostumar-se com a separação e os valores que antes a guiavam deixam de ter sentido.

O ato pecaminoso se torna corriqueiro, começamos a contemporizar aquilo que abominávamos e o pecado deixa de machucar nossa alma.

Mas quando a sede da alma se torna insuportável, sabemos perfeitamente a quem temos de buscar. 

Ao voltarmos à comunhão com o Pai, o pecado volta a nos ferir e nosso maior desejo, novamente, é agradar o Pai. Então deixamos de lado o pecado com o único objetivo de glorificar a Deus.

A motivação para buscar a Deus não deve ser a busca de bênçãos, mas o perdão dos pecados; não deve ser a aquisição de bens, mas a doação do melhor de si a um Deus perfeito, que não tolera o pecado, mas ama o pecador acima de tudo. 

Fomos criados para servir a Deus e não para sermos servidos por Ele. O propósito principal do cristão renascido e que é habitado pelo Espírito Santo é abençoar os outros e não ser abençoado, é perdoar o próximo e amá-lo como a si mesmo.

Sabemos que cometemos pecado contra o Pai quando sentimos aquela dor profunda, aquele arrependimento que nos faz sentir envergonhados e indignos do amor do Pai. 

Então, ao confessarmos nosso pecado, somos perdoados e a gratidão transborda dentro de nós. Receber o perdão e a aceitação do Pai é o combustível para a gratidão do coração de um cristão que é habitado pelo Espírito Santo.

Ao reconhecer um pecado pessoal dias desses, lembrei-me imediatamente de um hino antigo, que meu pai gostava de ouvir, cantado por Feliciano Amaral. 

Meu pai pedia-me para cantá-lo na igreja  quando ele ia pregar sobre arrependimento (coitados daqueles que me ouviam!).

Depois de muitos anos, voltei a cantar o hino em forma de oração e confissão do pecado. 

É uma letra profunda, cheia de significado, bem diferente do que cantamos atualmente nas igrejas.

TUA INFINITA GRAÇA – Gerson Cardozo

Conforme a Tua infinita Graça
Ó Pai perdoa a minha transgressão
Faz-me sentir mais uma vez a Graça
E dá-me a Tua paz no coração
Mais uma vez eu sinto o meu pecado
Que é contra Ti ó Pai, ó Pai de amor
Minh'alma pede a Tua alegria
Renova em mim o Teu amor, ó Meu Senhor
Meu coração a Ti eu ofereço
Perdão imploro, Meu Senhor e Rei
Faz-me sentir mais uma vez a Graça
Misericórdia assim alcançarei
E eis que em iniquidade fui formado
E em pecado me concebeu a minha mãe
Mas o Senhor me deixou consumado
Me deu a paz, me concedeu perdão.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Porque eu gosto do silêncio


Gosto do silêncio porque ele me ouve

Ele permite que eu ouça minha voz interior

E aprenda coisas novas sobre mim

Gosto do silêncio porque ele não julga meus erros

Porque ele espera pacientemente  ao meu lado, enquanto minhas lágrimas secam

Gosto do silêncio porque ele traz tranquilidade

Faz calar os ruídos incessantes do mundo

E me banha de paz

Gosto do silêncio porque ele é sábio conselheiro

Não é apressado e não tem a urgência do mundo moderno

Gosto do silêncio porque ele sorri para mim

E diz que posso ser uma pessoa melhor,

Apesar de todos os ruídos de minha alma

O silêncio é a voz eloquente do inexpressível.

"O Silêncio é um amigo que nunca trai", disse Confúcio.

Blaise Pascoal conclui que "Toda infelicidade do homem vem de não saber ficar quieto em um recinto."

Silêncio! Ouça o Silêncio!