sexta-feira, 22 de maio de 2009

VOCÊ

Tua boca, tua cor,
tua dedicação, tua determinação,
tua espiritualidade, tua força,
tua impaciência, tua inteligência,
tuas lágrimas, tua língua,
tuas mãos, tua oração,
tuas palavras, tua pele, tuas pernas,
tua personalidade, tua voz, tua paciência...

Teus cabelos – ou a falta deles –,
teus cafunés, teu calor,
teu carinho, teu cheiro,
teus conselhos, teu cuidado,
teus dedos, teus dentes, teu desejo, teu desenho,
teu empenho, teu gosto,
teu humor, teus mimos,
teu olhar, teus olhos,
teus pelos, teus pés,
teu riso, teu timbre...

Meras palavras. Mais que palavras. É você. Tudo isso é você. Palavras que constituem um homem. Um homem que eu conheço, admiro, amo, desejo... Um homem maravilhoso, com o qual eu desejo viver. Para quem desejo dar filhos, Um homem que quero respeitar e amar até meu último suspiro de vida. És mais que um homem, És o presente de Deus para minha vida. És meu companheiro, Meu amigo, Meu namorado, Meu noivo, Meu esposo almejado, Meu homem sonhado, Meu amante desejado. Unir-me a ti é muito mais do que assinar um documento, É fundir nossas almas, Unificar nossos corpos, Intensificar nossos sonhos, Planejar um só futuro, Ter um só desejo, Um só alvo, Uma só fé, Uma só vida.... Te amo, Te amarei, Hoje mais que ontem e amanhã mais que hoje.... Que Deus seja honrado por causa de nossa união, Que pessoas sejam abençoadas por causa de nosso amor, Que o Reino dos Céus seja povoado pelos frutos de nosso relacionamento.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O pássaro e o gato

Era uma vez um pássaro que só tinha uma vida. Ele era feliz. Vivia voando de um lado para outro. Procurava seu alimento, cantava maravilhosamente e se divertia na praça onde vivia. O que ele mais gostava de fazer era encantar as crianças com seu canto. Elas paravam na praça para ouvi-lo e sorriam e corriam e pulavam e se alegravam com sua música. Os velhinhos que vinham à praça todos os dias ler o jornal ou jogar seu carteado, também amavam ouvir seu canto. À estes, a música do pássaro trazia doces lembranças. Memórias de uma infância no campo, de um silêncio quebrado pelos ruídos próprios da natureza. E assim o pequeno e frágil pássaro gastava seus dias: feliz a encantar todos.
Mas até mesmo um encantador passarinho tem seus inimigos. Não porque os mereça ou porque tenha feito algo para conquistá-los, apenas porque os inimigos existem e estão rondando por aí, esperando alguém a quem atacar. Também vivia naquela praça um gatinho abandonado. Ele nunca conheceu seus pais, nunca viu seus irmãos, tampouco sabe como foi parar ali. Tudo que sabe é que esta praça é seu mundo e nem todos que por ali passam são seus amigos. Ele precisa lutar para sobreviver. Nada vem de graça. Nem as migalhas dos pães das crianças ou os restos das pipocas dos vovôs. Vez ou outra, algumas solitárias senhoras passam por ali e deixam um punhado de ração no chão para o pobre gatinho. Mas isso, para ele, é uma humilhação: depender de velhas senhoras solitárias! Ele prefere encontrar sua própria comida. Conforme foi crescendo sozinho nas ruas, o gatinho foi aprendendo as manhas e as traquinagens para se safar e garantir ‘o pão nosso de cada dia’. Um dia assustava uma criança para pegar seu lanchinho, outro dia escalava o muro e a janela do vizinho para ter acesso à torta. Certo dia atacou um velhinho para comer a salsicha de seu cachorro quente. Tudo valia a pena para o bichano. Não apenas para satisfazer suas necessidades, mas pelo simples prazer de se sentir melhor e superior aos outros, mais esperto, talvez.
Há alguns dias o gatinho estava de olho em um passarinho, que insistia em cantar, cantar, cantar e encantar a todos que por ali passavam. Que raio de felicidade era essa? Tinha de dar um jeito de acabar com aquilo. Passou a manhã imaginando um meio eficaz de escalar a árvore e morder seu pescoçinho. Mas não precisou executar seu plano. Um lindo menino, de macacãozinho jeans e bonezinho xadrez que mal sabia falar, atraiu a atenção do inocente passarinho, que, inocente aos perigos que o gatuno oferecia, desceu aos ramos das folhagens rasteiras para se exibir à criança, quando em um único golpe, o gatinho acertou sua pescoço, cravou seus dentes através da penugem e sentiu em sua língua o último suspiro do dócil pássaro.
Imediatamente a criança iniciou um choro sem fim. O gato nem se importou com o humano emocionado. Seguiu com seu troféu entre os dentes, atravessou a rua, e, debaixo do arbusto, longe dos olhares curiosos, saboreou seu almoço, com orgulho, com alegria, com o contentamento que apenas os mais poderosos sentem quando destroem alguém que estava abaixo dele.
Mas o passarinho não estava acima do gato? Não era feliz e encantador? Não vivia voando alegre, contente por alegrar a vida dos humanos? Sim, o pássaro estava acima, em todos os sentidos. Mas mesmo os que nada devem, os que nada tem a temer, os que são bons e ordeiros, também chegarão ao fim. Todos se vão um dia. Assim como o gato também irá. É só uma questão de tempo. Bons e maus, felizes e amargurados, todos terão seu dia final. Uns antes, outros depois, mas todos irão. A felicidade do gatuno durará até o dia que um cão simples e educado, que por natureza, aprendeu a não gostar de gatos, aparecer pela praça e resolver que aquele será o último dia do gatinho amargurado.
Qualquer semelhança com a vida dos humanos, terá sido mera coincidência.

quinta-feira, 5 de março de 2009

O valor de um Sebo


Outro dia comprei em um sebo virtual dois livros que eu desejava há algum tempo. Ao recebê-los, fui surpreendida. O primeiro que desembrulhei era novinho, enrolado no plástico original, páginas branquinhas, capa durinha. Lindo, lindo! Minha felicidade foi comparada à de uma criança que recebeu seu tão esperado brinquedo novo. Ao desembrulhar o segundo, o sorriso murchou, o brilho dos olhos ofuscou-se. O livro era bastante usado, gasto, amarelado, com a capa toda manchada e alguns rabiscos. Não estava rasgado, nem mesmo faltavam páginas. Era um livro de sebo, comprado via internet, edição de 1989. minha decepção foi tão grande, que pensei em devolvê-lo, caso pudesse. Mas eu havia comprado em um sebo, sabia que não era um livro novo. Ademais, ele iria servir perfeitamente para o que eu precisava: o conteúdo estava intacto. Eu não precisava de nada além do conteúdo. Então por que fiquei tão decepcionada?
O problema não estava no segundo livro. Estava no primeiro. Eu fui supreendida com um livro novo, bonito, bem apresentável. Isso elevou minhas expectativas em relação ao segundo. A aparência me enlevou tanto que esqueci o conteúdo.
É assim que vejo a sociedade hoje. A mídia nos intope com valores puramente externos, de aparências belas e vida curta e insignificante. Poucos são aqueles que ainda valorizam o conteúdo em detrimento da aparência. No mínimo, exige-se ambos. E isso se estende aos relacionamentos, às aquisições materiais, às oportunidades religiosas. Toda a vida encontra-se permeada e influenciada por conceitos de consumismo, imediatismo, narcisismo e outros ‘ismos’.
A sociedade está assim, mas ela só permace desta forma porque os cidadãos permitem que isso aconteça. Creio ser importante que cada um de nós tenha a consciencia de que pode mudar a sociedade através da mudança de seu pensamento, sua mente. Se continuarmos valorizando mais a aparência, então chegará um dia em que o conteúdo será esquecido e os velhos valores que insitem em sobreviver hoje, enfim morrerão. E a morte destes valores será uma das mais tristes mortes da história da humanidade.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

MULHER INTERROMPIDA


Tudo aconteceu muito rápido. Ela andava pela praia, como era sua rotina matinal. Já havia cruzado com o casal de velhinhos, com a moça sarada e seu cão fiel e com o garotão que empinava pipa nos primeiros ventos da manhã. Então ela viu, lá longe, aquela silhueta de homem bombado. Ele pescava, tranquilamente, na beira do mar, com água pela altura dos joelhos. Até então, nada de espetacular. Ela andava em passos rápidos repassando mentalmente a agenda do dia. Seria um longo dia. Reuniões, encontros, telefonemas, e-mails, decisões e outras atividades mil que levariam seu dia embora. 

Nem sempre ela acordava feliz em ter de trabalhar e garantir seu sustento. Às vezes, invejava a vida de sua avó: acordar cedo para fazer o café, preparar os filhos para escola, depois o almoço para aguardar os filhos que voltavam da escola, limpar a cozinha, fazer o lanchinho das crianças, vê-las brincar no pátio, ajudá-las no dever de casa, sentar na cadeira de balanço e tricotar até cansar, ler os livros da estante do marido, preparar o jantar da família, ver todos felizes ao redor da mesa saboreando sua comida e agradecendo-lhe pela roupa passada na gaveta, pela sobremesa deliciosa.

Mas, isso parecia-lhe mais um conto de fadas do que uma vida de verdade. Que mulher moderna ainda podia viver tranquilamente desta forma? Ela conhecia outra rotina, outros deveres, vivia para solucionar problemas que não eram seus. Era obrigada a manter o bom humor sempre – mesmo quando TPM lutava contra ela – precisava manter os clientes satisfeitos, unhas sempre impecáveis, cinturinha de pilão, nenhum quilo a mais, sempre depiladinha, elegante, diplomas em constante renovação. Era uma escrava da modernidade.

Mesmo as caminhadas matinais ao longo da praia eram mais uma obrigação do que um prazer. Era o único momento do dia que sentia sua mente livre, seus pensamentos podiam vagar lentamente e sem destino. Permitia-se ansiar por um companheiro de vida que lhe oferecesse cuidados mínimos, como seu pai fizera quando ainda era uma garotinha. Mas sabia que era tolice, romantismo arcaico.

Entretanto, naquele dia, suas fantasias foram aprisionadas pela visão daquele pescador lá adiante. Era uma figura imponente. Aproximando-se, ela percebeu sua beleza. Seu primeiro pensamento foi romântico: “Meu Deus, podia ser um destes!”. Com seus passos rápidos passou por ele, que atraído, olhou em sua direção e sorriu. Foi um sorriso claro, amistoso, sincero, colorido. Virando o pescoço para acompanhar a figura que já ficava para atrás, ela respondeu ao sorriso. Não percebeu o buraco que havia na areia e, ao cair, sua cabeça bateu na pedra esquecida ao lado do buraco. A dor foi lancinante, sentiu um fio quente escorrendo em seu rosto e pescoço e sua última visão foi daquele corpo escultural com um sorriso claro e límpido como o sol que se fortalecia no céu. Seria mais um dia quente de verão. Mas ela jamais saberia disso.


Por Lia Silva em 27/02/2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Uma História de Escravidão e Liberdade


Eu fui escravo.
Meus pais foram escravos.
Meus avós eram escravos.
Meus bisavós foram escravos.
Na verdade, todos os meus antepassados foram escravos.
O lugar onde servíamos, aparentemente, não era ruim. Na verdade, tudo que fazíamos não era tão ruim assim, nós sentíamos prazer no que fazíamos, afinal, eram as únicas coisas das quais tínhamos conhecimento. Para ser sincero, nem tínhamos muita consciência de que éramos escravos.
Aparentemente, nosso senhor não era mau, permitia-nos fazer aquilo que gostávamos. Não éramos forçados a nada. Não tínhamos uma vida ruim, tudo que queríamos, aquilo que nos dava prazer, tínhamos e podíamos realizar. Mas éramos escravos, não tínhamos valor, e mal sabíamos disso. Não tínhamos idéia do que nosso senhor faria conosco quando julgasse que já éramos descartáveis. O futuro sempre foi algo incerto.
Talvez fosse por isso que nada me satisfazia, falo agora por mim, não por meus familiares. Dificilmente alguém reconhecia a própria infelicidade. Eu tinha prazer nas coisas, mas não era realmente feliz. Algo faltava em mim, mas não sabia o que era. Por esta razão, me envolvi cada vez com mais meus afazeres, realizando tudo o que meu senhor me oferecia, mas dando atenção especial àquilo que me trazia prazer, mesmo que temporário. Eu não sabia que lugar horrível era o que estava! Nem tampouco sabia do poder maléfico de meu senhor.
Um dia, num daqueles melancólicos, chegou o ‘Senhor mais famoso do mundo’. O meu senhor tinha medo dele, todos que já tinham ouvido falar dele, o respeitavam muito. E ele estava lá, quase na minha frente. Fiquei perplexo, como o ‘Senhor mais importante do Mundo’ estava indo nos visitar, a nós, escravos insignificantes? Sim, pois não havia como deixar de ser escravo, não havia como deixar as propriedades do nosso senhor. Mesmo que quiséssemos, era impossível, afinal, éramos escravos, pertencíamos a ele, não podíamos simplesmente querer sair dali. Essa era nossa vida. Era tudo que conhecíamos. Mal tínhamos consciência de que existia algo mais, outro lugar que não este em que vivíamos.
O que sabíamos é que existia um Senhor mais poderoso que o nosso, mas pouco podíamos fazer, pois não havia como conhecê-lo. A não ser, é claro, que Ele mesmo resolvesse se fazer conhecido. E era o que estava acontecendo. Ele vinha ao meu encontro. Podia ver algo diferente no sorriso dele, o que descobri mais tarde, seria o que preencheria meu vazio interior. Ele se aproximou de alguns que me cercavam, quando ele chegou até mim, me olhou com olhos transbordantes de alegria, e disse-me:
“- Filho, a partir de hoje, você não é mais escravo. Eu te comprei, você é meu.”
“- O Senhor me comprou?” Eu perguntei perplexo, não podia acreditar naquilo. “- Mas por que? O que foi que fiz para ser comprado pelo ‘Senhor mais Importante do Mundo’? Não há nada que eu possa fazer pelo Senhor!”
“- Não te comprei pelo valor que você tem. Te comprei para te dar valor. Te comprei porque meu Pai e eu te amamos, e o preço que paguei por você foi muito alto: você valeu o meu sangue! Você não é mais escravo do pecado. Seu senhor não é mais o Diabo. Você é meu, te perdoei e te comprei. Agora você é livre. Seu único dever é me seguir. Venha!”
Eu estava estarrecido. Sabia que não merecia aquilo. Não tinha feito nada para merecer e nem seria capaz de fazer nada para recompensá-lo. Afinal, eu era um reles escravo do Diabo, coberto até o pescoço por meus pecados, não tinha porque ser resgatado assim, de graça, pelo ‘Senhor Mais Importante do Universo’. Fui perdoado, resgatado, o gesto de amor Dele, em morrer por mim, encheu meu coração, completando o que faltava. E a única coisa que ele pedia em troca era segui-lo. Como poderia ficar ali, parado? É claro que o segui. Agora eu sentia que tinha algum valor, eu poderia confiar em algum tipo de futuro, pois o ‘Senhor Mais Importante do Mundo’ tinha dado a vida dele por mim, o que mais um escravo poderia querer? Eu estava completo, satisfeito, feliz de verdade, pela primeira vez. O amor dele fez com que eu me amasse e me aceitasse, tal como Ele me aceitara.
Conforme fui conhecendo meu novo Senhor, fui me apaixonando por ele. Hoje, eu o amo de coração e alma. Ele me mostrou como eu andara longe dele quando fazia somente o que me dava prazer. Pude ver como estava atolado e preso nos meus pecados, escravizado. Meu próprio senhor havia me cegado com aquela lastimável situação. Eu não tinha escapatória, receberia a morte eterna como salário por meus pecados.
Quando penso que Jesus, ‘ O Senhor Mais Importante do Mundo’, me tirou do poder do diabo, de quem eu era escravo, me comprou, resgatando-me e perdoando-me e assim, me deu uma nova vida, eu vejo como seu amor é gracioso. Longe de toda escravidão e tristeza.
Nem todos meus familiares saíram de lá. Alguns deles ficaram. Em parte porque não puderam ver a realidade da vida deles, não acreditaram que eram escravos e precisavam da libertação que Jesus estava lhes oferecendo. E em parte, porque próprio Senhor não quis revelar-se a eles. Quando questionei meu Senhor sobre o porque disso, se Ele não amava tanto a eles quanto a mim, Ele me respondeu com firmeza, mas muito amor:
“- Eu tenho misericórdia de quem quero ter misericórdia. Isso não depende de quem quer, mas depende de meu Pai, que tem misericórdia de quem quer ter misericórdia. À uns, dou a chance de me seguirem, a outros, endureço o coração. Mas, porque, tu que és homem somente, reclamas ainda? Quem você pensa que é para discutir com Deus? Por acaso, pode a criatura questionar ao Criador: por que me fizeste assim? Não tem, o Dono e Criador do Universo, o direito de criar alguns para honra e outros para desonra? (conf. Rm. 9.15-21)
Não mais o questionei sobre isso. Sabia que Ele tinha razão. Se Ele é o Criador do Universo, o ‘Senhor Mais Importante da Terra’, o Deus soberano, Ele pode mesmo fazer o que quiser. Amo-o ainda mais por isso, pois Ele teria todo o direito de me rejeitar, como rejeitou Esaú, Faraó, meus familiares, e outros. Mas Ele não me rejeitou, me escolheu, me salvou, e isso não é arrogância minha, é reconhecer meu lugar, pois sei que nada tenho melhor que os outros, que merecia mesmo morrer atolado nos pecados e no inferno em que estava. Mesmo assim, Ele resolveu me salvar, eu não era digno, mas Ele me amou. Portanto, honras e glórias sejam dadas somente a Ele, Ele é soberano e pode escolher quem quiser!
E tem mais. Ele pediu-me para sair pelo mundo e contar às pessoas o que Ele fez: morreu para salvá-las da escravidão do pecado. Então, eu perguntei:
“- Senhor, como saberei a quem falar?” Ele me respondeu com amor:
“- Seu dever é ir e falar. Falar a todos, sem acepção de pessoas. Quem convence os homens do pecado é o Espírito Santo, seu dever é ir. Apenas vá e cumpra seu dever, o mais sou Eu quem faço.” Feliz, completo e satisfeito, eu respondi:
“- Sim, Senhor, eis-me aqui. Irei contar o que o senhor fez por mim e pode fazer por todos. Pois é o Senhor quem realiza no homem tanto o querer quanto o realizar.” (conf. Fp. 2.13)
Foi assim que deixei de ser escravo e passei a ser livre. Livre para amar, para obedecer a doce e agradável vontade do meu novo Senhor. O Senhor Jesus, que prometeu-me uma vida eterna, ao lado de Deus Pai, cheio de paz, alegria e verdadeira felicidade. Não tenho idéia do tempo de duração da vida eterna, precisa mesmo ser eterna, pois se não for, tenho a impressão que será pequena para dar à Ele toda glória que Ele merece. Que somente Ele merece.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

VIDA QUE ENSINA

Vida breve ...
Curta ...
Estranha...
Muito, muito esquisita.

Vida que brota do amor,
Floresce por amor
E morre de amor.

Vida que engana,
Que nos faz amar
Quem não nos ama.
Mas que faz nos amar,
Quem a gente não ama!!

Vida que faz sofrer.
Sofrer por quem se ama,
Por quem nos ama.
Sofrer por querer ser amada,
Mas ser amada pela pessoa errada.

Vida que nos ensina.
Ensina a ser amada,
Mesmo que pela pessoa errada.
Ensina viver esperando pela pessoa amada.

Vida que obriga a sonhar.
Sonhar porque a realidade machuca.
Machuca a alma ...

O coração ...
O sonho é mais doce,
Menos dolorido.
E também menos real.

Mas o que seria de nós sem
as lições da vida?
Amaríamos ?
Esperaríamos ?
Aprenderíamos?
Sofreríamos ?
Sonharíamos ?
Certamente que não!

Vida que machuca e
Que faz chorar.
Mas que nos faz aprender.
Aprender a amar...

A sonhar...
A esperar.
Vida que nos ensina a ser feliz.

Feliz?
Não sei, talvez.

Vida que é Dom.
Dom de Deus.
Se é de Deus, então é bom.
Portanto:
Vida que nos faz conhecer a Deus.
Que nos faz conhecer a eternidade.
Que nos trará a felicidade!!

19.07.00

UM PLANO ESQUISITO

Ó Deus,
Quão estranhos ... esquisitos,
São para mim teus caminhos,
Tua vontade.

Quão insondáveis teus juízos,
Inescrutáveis teus caminhos.
Quem conheceu tua mente, Senhor?
Impossível para mim compreendê-lo.
Impossível para qualquer humano tentar explicá-lo.

Quão difícil para mim, Senhor,
Confiar na tua vontade incompreensível!
Tão mais fácil seria,
Levar minha vida ao meu modo,
Controlá-la como sei e compreendo.

E o futuro, Senhor?
Eu não o conheço.
Apenas sonho fazê-lo cooperar
Para minha felicidade.
Tu conheces o futuro,
Tanto quanto o presente e o passado.
Para Ti, não há tempo.

O que fazer?
Confiar em meus planos?
Naquilo que sei ...
Compreendo ...
Conheço ... ?

Ou devo confiar em Deus ?
Em seus planos, por hora,
Incompreensíveis a mim?

Confiar no Deus que conhece o futuro?
No Deus que me ama e sustenta?
No Deus que me tem por filho?
No Deus que se preocupa comigo?
No Deus que quer o melhor para mim?
No Deus que quer minha felicidade?

Nossa! Que bela lista de Deus!
E que fragilidade na minha!

Certamente, Senhor,
Teus planos são melhores que os meus!
Tua vontade é, sem dúvida,
Mais segura que a minha !

Ensina-me, Senhor, a confiar em Ti.
Descansar no teu amor!
Ensina-me, Senhor, a confiar, pois,
Sendo humana, nunca poderei compreendê-lo,
Mas poderei sim, ama-lo !!
Ensina-me, Senhor ...



27.07.00